sexta-feira, junho 29, 2007

Sem avaliação não há gestão

Hoje pela manhã assisti à videoconferência no site da SEC, http://www.educacao.rs.gov.br
com a conferencista e a consultora do CONSED,Heloísa Lück.
A conferencista abordou aspectos importantes sobre "O processo de auto avaliação na gestão escolar e o prêmio nacional de referência em gestão escolar".
Dentre as reflexões e anotações que fiz a partir da explanação da conferencista, o que mais chamou-me a atenção, enquanto professora, foi a questão dos registros, uma vez que ela deixou claro que nós, professores e gestores, não podemos fazer monitoramento sem registros.
"Quem vê que a escola aproveita bem os recursos da realidade que tem, investe e auxilia esta instituição...valoriza e colabora para que esta cada vez mais conquiste espaço e receba as verbas necessárias para continuar seus investimentos"...Heloísa nos diz isso e acrescenta a questão da ação e gestão escolar como peça fundamental para o bom funcionamento e qualidade do ensino; caracteriza-o como "recheio" da torta magnífica.
Nos faz pensar que a Gestão Pedagógica é o recheio de um delicioso bolo, desejado e apreciado por todos. Se a Gestão Pedagógica é o recheio, entendamos que os demais setores são o apoio ou reflexo do recheio. Se a gestão funciona e é ativa, os demais setores estarão na mesma sintonia e o ensino, a qualidade na aprendizagem e a escola funcionem.
Quando a Secretária de Educação, professora Mariza Abreu, interroga-lhe com uma pergunta da CRE de Santana do Livramento sobre os recursos versus realidade nas escolas, a conferencista prontamente contribui: ..." Não existe receita...toda realidade é dinâmica! Não se é ou não é...é preciso adequarmos a gestão à realidade vigente".
Coloca o Prêmio Gestão como um forma de exaltar, valorizar e enfatizar as boas ações da escola x.Sob este aspecto a secretária contribui dizendo que o processo de competição que cerca os premiaodos, estimula o desenvolvimento humano e social. Os melhores merecem reconhecimento, uma vez que a natureza não é ética; o mais forte tem lugar e briga por ele, e conseqüentemente vence!
Não podemos excluir os piores nem defendê-los, pois ninguém vai desejar ser melhor se sendo pior recebe aplausos. Premiar é estabelecer as regras e apostar nos que não se saem tão bem, mas valorizar os esforçados dos que desejam fazer a diferença, afinal de contas, o ser humano tem capacidades e precisa superar os (seus) desafios.
Quanto a questão autonomia e autoritarismo, é preciso deixar claro e observar, que na vida pessoal, profissional,etc., há quem goste que alguém mande; espera por isso, pois é confortável para quem é mandado.É cômodo!! Deixando livre, não se assume o compromisso. O ambiente deve auxiliar, uma vez que todos os envolvidos no processo devem FAZER A SUA PARTE!!
O gestor deve solicitar, reivindicar nunca pelo confronto, mas jamais pelo conforto. É preciso que a gestão pedagógica entenda que o que mais importa na escola, é desenvolver e lutar pelo espírito de colaboração.
Esses ainda são alguns dos problemas das escolas, pois a tomada de decisão requer ousadia e confiança, mas acima de tudo trabalho coletivo e ambiente solidário.
É dever da escola ser autônoma; ter autonomia para dirigir o processo, pois assim chegará onde a sociedade espera que a escola chegue. A escola só funciona quando é autônoma e faz cobranças...o gestor deve gerenciar, mas visando sempre a qualidade e crescimento do todo.

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